FASHION TALKS - Assista aqui o TALK COM Denise Morais

Atualizado: Jun 1

Edição 1:


Convidamos Denise Morais, profissional com mais de 30 anos de experiência na indústria têxtil, trendsetter e consultora de moda para um bate-papo sobre o futuro do mercado da moda e as macro tendências futuras de comportamento e design.


Hoje estamos passando por uma verdadeira revolução na indústria da moda. O físico migra para o online, shoppings fechados, marcas liquidando tudo a 70% off, mudanças no calendário e a paralização completa das viagens a trabalho e de pesquisa, o mundo parou de viajar em Março deste ano.

Vivemos uma verdadeira ressignificação da real necessidade da produção de roupas em quantidades massivas e até mesmo da real necessidade em consumir compulsivamente, percebemos que meia dúzia de itens no nosso guarda -roupa é suficiente.

Isso vai mudar o rumo da indústria e principalmente vai mudar o mindset dos consumidores de maneira geral.


O calendário finalmente foi revisto, há tempos essa mudança era necessária na nossa indústria. Grandes maisons como YSL decidiram que a partir de agora serão os donos dos próprios calendários, segundo o diretor artístico da marca Antony Vaccarello " ..as marcas ditarão seu próprio ritmo, legitimando o valor do tempo e se conectando com as pessoas globalmente através da aproximação. Não é hora de fazer parte de calendários pré determinados, é hora de reconhecer a importância do nosso tempo e das nossas vidas. Queremos viver mais e não comprar mais! O que está fora de moda agora é a agenda de todo o antigo sistema: showrooms, pedidos, desfiles. Mudamos para um calendário BUY NOW WEAR NOW."


Segundo Denise Morais o calendário que sempre tivemos sacrificou muito as coleções e daqui pra frente será importante que as marcas tomem a frente de seus respectivos lançamentos, chamem e conectem-se diretamente com seus clientes.       "Moramos em um país tropical, onde praticamente não temos Inverno, é muita energia colocada numa estação muito curta, as marcas poderiam estar colocando mais energia no Alto Verão, mas infelizmente em virtude das promoções agressivas após o carnaval, perde-se uma oportunidade de vender este lançamento a preço cheio. Acredito que esta voracidade vai acabar! É o momento de entender as necessidades específicas de cada cliente e região, estamos em um país ainda muito mal explorado pelas marcas. As pessoas estão preocupadas, mas meu conselho seria: vendam seus produtos de inverno agora! Aquilo que era lançado em Julho, provavelmente será lançado no final de Agosto ou até posteriormente, para que em Setembro/Outubro possamos lançar efetivamente o Verão."


Hoje vemos empresas como RAPPI mudando o conceito do presencial, onde o físico migra para o online, no caso da RAPPI por exemplo é uma ressignificação da real necessidade de irmos fisicamente até um restaurante. Também é um momento no qual as grandes empresas têm ajudado as pequenas empresas(como a Magalu e o Santander com o projeto de ajudar as bancas de jornais, entre outros). Na moda ainda estamos esperando quem será a grande empresa que irá implementar um market place para todos os pequenos empresários, sem muitos filtros e sem ficar selecionando somente marcas bacanas.

Perguntamos para a Denise como ela vê o Mercado da moda no futuro, e segundo ela "Muitas empresas de beleza vão querer se tornar uma nova Amazon, vendendo itens de beleza on-line, é um momento muito bom para as marcas de beauty no Brasil! Além disso é o momento de ser colaborativo, as marcas que se unirem terão um futuro muito promissor, o consumidor ficará mais seletivo e haverá uma valorização de produtos que possuem um cunho social por exemplo".



Pesquisas apontam que 40% do consumo de produtos de luxo são diretamente ligados a viagens. Na CHINA ocorreram mais de 100 milhões de vôos internacionais em 2019 e no ano de 2020 estamos vivendo uma parada total no âmbito de viagens, o que fez com que as grandes semanas de moda do mundo fosse canceladas e não poderão ocorrer ao vivo e a cores. Segundo Silvia Venturini (FENDI), "ocorrerão desfiles menores, teremos uma desaceleração no ritmo dos lançamentos e passaremos a viver um paralelo entre o "mundo real e o mundo virtual". Teremos showrooms virtuais e até uma possível presença de avatars dos convidados nos desfiles".


Perguntamos para a Denise como ela vê esse futurismo tecnológico aplicado ao design de produtos." A tecnologia será uma grande aliada! Tanto a tecnologia de acabamento, de tecidos, quanto a tecnologia sensorial: de temperatura, de conforto, sempre aliada às necessidades humanas! Serão essenciais características como conforto e praticidade, por exemplo, roupas duradouras que você pode lavar e elas não amassam facilmente! Além disso o foco na saúde e na proteção, vivemos uma pandemia que não sabemos quando vai acabar, será essencial incluir no design de produtos, funcionalidades voltadas para a proteção, como por exemplo, roupas com acabamentos que repelem bactérias e até blusas que vêm com golas destacáveis, que você pode subir e tapar seu rosto, caso tenha esquecido sua máscara de proteção em casa".


Hoje fala-se muito sobre ressignificar o impacto e a funcionalidade dos produtos, é um momento de repensar o design talvez para uma linha mais USÁVEL, DURÁVEL,

PRÁTICA E SUSTENTÁVEL, acredita-se também que será o momento dos "GREAT BASICS".


Os produtos de moda devem ter uma vida mais longa de agora em diante.


Para acompanhar nossa matéria na íntegra, assista o vídeo completo no link abaixo.


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  @ N.EVSKY